A clínica Belle Santé oferece infraestrutura moderna aliada a um atendimento diferenciado na área de dermatologia. Aqui você tem a certeza de contar com profissionais de alto nível para lhe atender com o máximo de respeito e profissionalismo. Conheça os principais detalhes da dermatologia.
Desde os tempos bíblicos os cabelos bonitos são sinônimo de força e poder. A queda de cabelos, no entanto, é uma constante na vida de todos os seres humanos, gerando nestes graus variáveis de ansiedade, dependendo da intensidade com que esta acontece, da conotação que o cabelo assume na vida de cada um e do momento vivido por aquele que é acometido pelo processo de perda.
A perda de cabelos pode ter sérias conseqüências emocionais, tanto para homens como para mulheres.
Olhando para a história da humanidade, o homem sempre se preocupou com o cabelo. Além de oferecer a proteção ao crânio contra traumatismos, e radiações solares, os cabelos representam um adorno sexual importante. A adoração aos cabelos atingiu os impérios, a religião, a mitologia, a cultura, as classes sociais e a ciência.
Em todos os tempos e culturas, a perda do cabelo afeta o intimo das pessoas, papiros egípcios com mais de quatro mil anos, já citava a anatomia do couro cabeludo e fórmulas para alopecia.
A perda de cabelos, ou alopecia, é conseqüência de alterações no folículo piloso. Se as alterações forem transitórias e não destrutivas da matriz capilar, ocorre um novo crescimento. Se as alterações provocam destruição da matriz capilar, resultam na formação de escaras (feridas), ou atrofia, produzindo alopecia permanente.
O assunto é muito complexo e extenso, havendo diversas causas para a queda de cabelos.
As Fases do Cabelo (Ciclo Biológico)
A pele é o maior órgão do corpo humano, tendo contato com o mundo exterior e o interior do corpo humano. É composta de três camadas celulares. Epiderme, Derme e Hipoderme.
Os cabelos se formam na derme. Todo o corpo tem pêlos com exceção da palma das mãos e das plantas dos pés.
Existem aproximadamente cinco milhões de Folículos Pilosebáceos em cada indivíduo.
O ciclo biológico do cabelo é dividido em três fases:
- Crescimento (Anágena);
- Catágena (Repouso);
- Telógena (Queda).
Cada fase tem um período de duração e um fio de cabelo cresce por um período médio de dois a oito anos, após o tempo máximo de crescimento, a matriz para de produzir cabelo, se desprende e desloca-se no sentido da superfície da pele.
No ser humano, cada cabelo esta em uma fase independente, se todos os cabelos estivessem na mesma fase, a cada final de um ciclo de crescimento haveria uma perda de cabelo total ficando o individuo calvo até a formação de um novo cabelo. Oitenta por cento dos cabelos está na fase de crescimento (Anágena), vinte por cento na fase Telógena (Queda), sendo poucos cabelos na fase Catágena (Repouso).
A queda diária normal de cabelos tem uma relação direta com o numero total de cabelos e a duração da fase Anágena, sendo que a média de queda é de 100 fios/dia.
A composição química do cabelo:
- Carbono - 45%
- Hidrogênio - 7%
- Oxigênio - 28%
- Nitrogênio - 15%
- Enxofre - 5%
E outros elementos como Ferro, Cobre, Zinco, Iodo, vinte tipos diferentes de aminoácidos, proteínas, lipídios e água.
As fibras do cabelo são conectadas entre si através do aminoácido Cistina e por pontes de sulfeto, que faz com que o cabelo não se dissolva na água.
O cabelo é dividido em duas partes, a parte interna, localizada na Derme, onde ocorre a formação, nutrição e crescimento do fio. Parte externa (visível) do fio localizado na Epiderme que se projeta para fora dando moldura ao rosto.
Fase Anágena (fase do crescimento):
Nesta fase, a duração da atividade dos folículos varia conforme a raça, de região para região, a estação climática e a idade. A fase anágena dura de 3 a 7 anos. No couro cabeludo dos humanos, 80% a 90% dos folículos estão nesta fase, que vem seguida por uma fase transicional, relativamente curta. Os cabelos crescem, aproximadamente, 1cm por mês. À medida que o indivíduo envelhece, o crescimento dos cabelos tende a ser mais lento.
Fase Catágena (repouso):
Esta fase tem uma duração de duas semanas, e nela se encontram 1% dos folículos.
Fase Telógena (queda):
Vinte por cento dos folículos estão nesta fase. É considerado normal a perda de até 100 fios por dia. Acima disso, recomenda-se uma investigação.
Quais as causas de queda de cabelo nas mulheres?
A queda excessiva de cabelo pode ter muitas causas diferentes. A pessoa que perceber que seus cabelos estão caindo em grande quantidade deve consultar a dermatologista. É importante descobrir a causa e se o problema responderá ao tratamento médico ou não.
Em paralelo ao tratamento dermatológico, as mulheres podem procurar um endocrinologista e ginecologista que eliminará a possibilidade de doenças que podem estar levando a queda dos cabelos, como por exemplo: um tumor de ovário ou adrenal, anemia, ovário policístico, alterações no funcionamento da tireóide e outras.
A perda dos cabelos pode ocorrer de maneira difusa, como no distúrbio chamado de eflúvio telógeno, em que os cabelos de tornam ralos mas não deixa "falhas", como ocorre na alopécia areata, também chamada de "pelada’.
Dentre as principais causas de queda excessiva dos cabelos na mulher estão:
• Pós-parto: quando a mulher está grávida, ela perda menos fios do que perderia normalmente e ao final da gravidez muitos fios entram na fase de repouso do ciclo e caem. Isso ocorre normalmente 2 a 3 meses após o parto, podendo durar de 1 a 6 meses, retornando ao ciclo normal na maioria dos casos.
• Anemia: a deficiência de ferro pode ocorrer por uma diminuição da ingestão ou absorção do ferro ou por uma perda crônica através do sangue, como por exemplo em mulheres com o período menstrual muito longo ou com grande volume. Essa deficiência pode ser detectada através de exames de sangue e corrigida com o uso de medicações para repor o ferro.
• Dieta pobre em proteínas: dietas não balanceadas podem levar uma ingestão inadequada da quantidade de proteínas e o corpo irá economizar as proteínas nos cabelos, fazendo com ele passem para a fase de repouso, o que acarretará em uma perda grande dos fios. Isso pode ser prevenido e tratado através de uma dieta balanceada, com as quantidades adequadas de proteína.
• Uso de produtos inadvertidamente: o uso de tinturas, água oxigenada, permanentes, alisantes, descolorantes e outros produtos podem enfraquecer os cabelos levando a sua queda. Nestes casos é necessário interromper o uso até o crescimento de novos fios.
• Infecção por fungos: ocorrem áreas de descamação no couro cabeludo com vermelhidão e inchaço, deixando os fios quebradiços. Essa infecção é contagiosa e deve ser tratada com o uso de medicamentos.
• Uso de medicamentos: alguns medicamentos podem ter como efeito colateral à queda temporário dos cabelos.
• Uso de pílulas anticoncepcionais: algumas mulheres podem ter uma perda dos cabelos com o uso das pílulas anticoncepcionais, e caso isso ocorra, devem procurar o seu ginecologista. A interrupção do uso das pílulas também pode desencadear a queda dos cabelos 2 a 3 meses após o término do uso. Esse fato ocorre de maneira semelhante ao que ocorre no pós-parto.
• Distúrbios da tireóide: a diminuição ou o aumento da produção dos hormônios da tireóide, denominados de hipotireoidismo e hipertireoidismo, respectivamente, podem causar a queda dos cabelos. Essas alterações podem ser diagnosticas pela medida dos hormônios no sangue e seu tratamento pode corrigir a perda dos cabelos.
• Febre e infecções: febre alta e infecções como uma gripe forte pode levar a uma queda excessiva dos cabelos por 4 semanas a 3 meses, cessando espontaneamente.
• Estresse: algumas situações, como grandes cirurgias e doenças crônicas, resultam em estresse para o organismo podendo levar à queda dos cabelos. O estresse psíquico também pode aumentar a perda dos cabelos. Caso essas condições sejam passageiras, como no caso das cirurgias, a queda se reverte espontaneamente.
• Alopécia areata: também conhecida como “pelada”,é a perda dos cabelos em uma pequena área arredondada. A causa é ainda desconhecida. Pode ser tratada com medicamentos tópicos ou sistêmicos.
• Calvície hereditária: essa tendência genética pode ser herdada pelo lado materno ou paterno, e as mulheres apresentarão cabelos ralos, não se tornando completamente calvas. Também chamada de alopécia androgenética, ocorre devido a grandes concentrações de hormônios masculinos ou aumento da sensibilidade à ação desses hormônios. Seu aparecimento pode se iniciar ainda na adolescência e existem alguns medicamentos tópicos que podem amenizar o problema.
• Queda por pressão: a queda dos cabelos pode ser devida a uma tração dos fios, como em sessões de alisamento, ou por pressão provocada pelo uso constante de chapéus apertados.
• Outras causas: podemos citar ainda como causas de queda dos cabelos os tratamentos para câncer (quimioterapia e radioterapia), lúpus, tabagismo, abuso de bebidas alcoólicas e abuso dos secadores de cabelo.
Alopecia Genética
• Herança multigênica, acomete homens com maior freqüência e intensidade, sendo mais raros os casos graves em mulheres. O quadro clínico é tanto mais grave quanto mais precocemente se inicia. A queda de cabelo não é a queixa fundamental. O paciente refere que os cabelos estão "desaparecendo". Isto ocorre porque a cada ciclo de vida, os fios renascem cada vez menores e mais finos.
• É a MINIATURIZAÇÃO dos fios que transforma os cabelos em velus, ou seja, uma espécie de penugem que recobre o couro cabeludo dos calvos. O velus representa um "mini-fio" de cabelo sem potencial de crescimento.
• O tratamento hoje se faz pelo controle do processo com uma medicação chamada Finasterida. Esta droga bloqueia uma das vias de degradação da testosterona, que é o hormônio masculino envolvido no estímulo de queda do folículo piloso sensíveis.
• Em uma de suas formas de se degradar em nosso corpo, a testosterona se transforma no sulfato de epiandrosterona. Esta transformação química é catalisada por uma enzima que se denomina 5-alfaredutase.
• Quando o indivíduo toma o Finasterida esta reação não acontece e a testosterona terá de ser degradada por outras vias metabólicas. Efeitos colaterais do finasteride são bastante raros e facilmente reversíveis.
• Na prática de consultório esta medicação tem sido usada com excelentes resultados e praticamente sem problemas há anos. Exames pré-tratamento devem ser obrigatoriamente solicitados pelo Dermatologista que fará o acompanhamento clínico e este deve ser imediatamente avisado frente a qualquer intercorrência.
• Outras medicações orais estimuladoras do crescimento capilar podem ser utilizadas como ênfase ao tratamento. Loções e xampus específicos são importantes aliados neste processo.
• Técnicas realizadas em consultório como mesoterapia capilar e crioterapia com neve carbônica também podem ser extremamente úteis por estimular o metabolismo do couro cabeludo acelerando a resposta dos folículos fazendo que os fios cresçam mais rapidamente e com maior força. O tratamento trará maior resultado quanto mais precocemente for iniciado.
• Caso o tratamento clínico não resulte no objetivo desejado, é possível lançar mão da técnica de correção cirúrgica, o transplante de cabelos, hoje já realizada com excelentes resultados por alguns profissionais.
• Portanto, a calvície tem tratamento! Deve ser tratada! E tratada logo!
Alopécias cicatriciais
• Queda de cabelo causada por traumatismo, queimaduras químicas ou físicas ou exposição a agentes radioativos usados com finalidade terapêutica.
• Podem ainda ser devidas a doenças que evoluem para atrofias ou cicatrizes, tais como piodermites, paracoccidioidomicose, leishmaniose, tuberculose, sarcoidose, herpes zoster, linfomas, tumores, líquen plano, esclerodermia, lúpus eritematoso fixo, pseudopelada de Brocq e foliculite descalvante.
• O tratamento deste tipo de queda de cabelo é combater a doença para impedir a atrofia ou cicatriz. Na fase de seqüela com atrofia, quando possível, pode-se fazer o implante de cabelos.
Queda de cabelo de causa mecânica
Quando a queda de cabelo é devido a fatores físicos sobre o couro cabeludo, o tratamento é procurar afastar as causas. Em casos antigos, nos quais a ação traumatizante se fez por longo tempo, a alopécia pode tornar-se irreversível.
Exemplos:
• Recém-nascidos: perda de cabelo, principalmente na região occipital, provavelmente devido à criança permanecer deitada por longo tempo. É transitória, não necessitando de tratamento.
• Certos penteados que provocam maior tração dos cabelos, comprometendo as regiões fronto-temporais e periferia do couro cabeludo.
• Também pode ser causada pelo uso de chapéus, quepes ou outros agentes compressivos.
• Pode ainda ocorrer em doentes que permanecem deitados por longo tempo.
• Tricotilomania: em pessoas que adquirem o hábito de arrancar os próprios cabelos e pêlos, surgem áreas de alopécia, nas quais os cabelos apresentam-se de diferentes comprimentos. O tratamento consiste em investigar e tratar a causa, em geral psicológica. O acompanhamento no psiquiatra é necessário.
Tratamentos
O tratamento da perda excessiva de cabelo deve objetivar, primeiramente, corrigir a causa. Por exemplo a reposição de ferro na anemia, uso de medicamentos para combater uma infecção por fungos, alimentação balanceada, etc.
Em alguns casos, como na alopécia areata, poderá ser indicado o uso de medicamentos tópicos para estimular o crescimento dos fios.
Nos casos em que tenha ocorrido uma queda irreversível uma alternativa seria o transplante de cabelos. Algumas mulheres com áreas de fios reduzidos, como na calvície hereditária, e pessoas que tenham perdido alguns, mas não todos, os cabelos devido a queimaduras ou outros acidentes no couro cabeludo podem ser beneficiadas com esse tratamento. O transplante é um procedimento cirúrgico e deve ser realizado por médicos especializados.