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Envelhecer é natural e deve ser um processo sem traumas e com cuidados adequados. No início do século passado, a longevidade do homem era bem menor: a média de vida era cerca de 50 anos. Hoje, um número maior de pessoas chega à terceira idade, atingindo 80 a 90 anos com certa facilidade. Ao mesmo tempo em que cresce a expectativa de vida, valoriza-se cada vez mais a juventude, o jovem e o belo são cultuados como ideal e as pessoas sofrem muito em decorrência do envelhecimento. O envelhecimento é caracterizado pelo desgaste dos vários setores do organismo, gerando alterações no seu funcionamento.
Todas as espécies envelhecem e experimentam alterações consideráveis, do seu nascimento à sua morte. A partir desta evidência a ciência propõe várias teorias sobre as causas do envelhecimento, embora nenhuma tenha sido comprovada. No fim das contas, de cada teoria podem extrair-se algumas das causas pelas quais se envelhece e se morre.
Segundo a teoria da senilidade programada, os genes predeterminam a velocidade do envelhecimento de uma espécie porque contêm a informação sobre quanto tempo viverão as células. À medida que estas morrem, os órgãos começam a funcionar mal e com o tempo não podem manter as funções biológicas necessárias para que o indivíduo continue a viver. A senilidade programada contribui para a conservação da espécie uma vez que os membros mais velhos morrem à velocidade requerida para dar lugar aos jovens.
As causas intrínsecas do envelhecimento podem ser entendidas a partir da compreensão da renovação celular. Nosso corpo é composto por aproximadamente 75 trilhões de células, e estas, excetuando-se as musculoesqueléticas e os neurônios, multiplicam-se constantemente. À medida que as células se dividem (processo conhecido como mitose), seus telômeros (seqüências de DNA) vão sendo encurtados. Após muitos ciclos de divisão, eles desaparecem até que, finalmente, as células perdem sua capacidade de renovação.
A partir do momento que as células não se dividem mais, elas envelhecem, perdem por completo suas funções e morrem. Há ainda outras teorias sobre as causas internas de envelhecimento, entre elas estão: a ação da glicose dentro do organismo, a ação dos radicais livres, falhas imunológicas, etc. A teoria dos radicais livres expõe que a causa do envelhecimento das células é o resultado das alterações acumuladas devido às contínuas reações químicas que se produzem no seu interior. Durante estas reações formam-se os radicais livres, substâncias tóxicas que acabam por danificar as células e causar o envelhecimento.
A gravidade da afecção aumenta com a idade, até que várias células não podem funcionar normalmente ou se destroem e, quando isso ocorre, o organismo morre. As diversas espécies envelhecem a um ritmo diferente segundo a produção e a resposta por parte das células aos radicais livres.
Este processo provoca mudanças nas funções e estrutura do corpo e o torna mais suscetível a uma série de fatores prejudiciais, estes podem ser tanto internos (falha imunológica, renovação celular comprometida, etc) como externos (radiação UV, poluição, estresse, fatores ambientais). Com relação aos fatores externos, os mais conhecidos por agredirem o organismo e acelerarem o processo de envelhecimento são: poluição ambiental, fumo, álcool, exposição exagerado às radiações solares, etc.
Estes fatores levam a alteração das propriedades mecânicas da pele. A redução do tecido adiposo, aliado a degradação dos componentes da matriz extracelular, deixam a pele mais fina. O envelhecimento aparece primeiro em volta dos lábios e olhos. Estas são as chamadas “linhas de expressão” que se formam devido a redução do colágeno nesta área. O sistema imunológico, responsável pelo processamento das defesas do organismo, também se desgasta com o passar do tempo. As funções imunológicas, principalmente aquelas ligadas à imunidade celular, tornam-se eficientes, propiciando ao idoso maior número de processo infecciosos, inflamatórios e carcinogênicos.