O final de ano foi uma boa oportunidade para aproveitar mar, praia e piscina, praticar aquele esporte preferido e descansar. E então, quando a vida volta aos eixos, é possível encontrar resquícios bons e ruins dos dias de descanso. Muitas pessoas costumam descobrir micoses no corpo nessa época do ano, resultado da mistura da umidade com calor e utilização de espaços coletivos. Por isso, é preciso ficar atento.
O QUE SÃO AS MICOSES?
Infecções causadas por alguns tipos de fungos, as micoses superficiais atingem a pele, as unhas e os cabelos. O “alimento” para estes fungos é uma substância encontrada na superfície da pele chamada queratina. A questão é que “quando encontram condições favoráveis ao seu crescimento, como: calor, umidade, baixa imunidade ou uso de antibióticos sistêmicos por longo prazo (alteram equilíbrio da pele), estes fungos se reproduzem e passam então a causar a doença”, explica a Dra. Helua Mussa Gazi, dermatologista e diretoria da clínica Belle Santé.
As micoses causam coceiras, alterações da pele como manchas de coloração avermelhada ou esbranquiçada, lesões que variam de tamanho e quantidade e descamação, explica Helua. No caso do pé, a micose pode dar na unha, tornando-a porosa, amarelada ou escura. “A micose também tem um odor característico”, lembra a podóloga Izilda de Oliveira, da Hera Estética.
COMO EVITAR?
Os hábitos de higiene tradicionais são um bom começo para quem quer evitar ter infecção por fungos. Além disso, seque-se sempre muito bem após o banho, principalmente as dobras de pele como as axilas, as virilhas e os dedos do pé. De preferência, evite ficar com roupas molhadas por muito tempo e evite o contato prolongado com água e sabão.
Também é bom evitar o uso de objetos pessoais de terceiros, como: roupas, calçados, pentes, toalhas e bonés. Não ande descalço em pisos constantemente úmidos como lava pés, vestiários e saunas. Observe a pele e o pelo de seus animais de estimação e, percebendo qualquer alteração, como descamação ou falhas, procure o veterinário. Evitar mexer com terra sem usar luvas é outra recomendação não tão conhecida.
Izilda lembra que o material de manicure deve ser descartável ou devidamente esterilizado. Calçados fechados e roupas apertadas podem contribuir para a proliferação de fungos, assim como o uso de tecidos sintéticos, especialmente nas roupas íntimas. Prefira os tecidos de algodão.
QUAL O TRATAMENTO RECOMENDADO?
O tratamento é feito com remédios específicos chamados de antifúngicos. “Dependendo do caso, pode-se fazer tratamento com loções, cremes ou esmaltes tópicos ou utilizar comprimidos, o tratamento sistêmico”, explica Helua. Segundo a médica, o tratamento é simples, mas requer disciplina. “Não se deve descontinuá-lo antes do prazo recomendado pelo seu médico. Às vezes, por mais que pareça que o fungo foi eliminado, ele ainda pode estar ativo”, afirma.
Muitas pessoas, no entanto, param o tratamento tão logo a aparência da região afetada melhora. Esse erro, muito comum, faz com que muita gente diga que micose não tem cura. “O tratamento pode variar de meses até anos, dependendo da evolução do fungo”, explica Izilda. Para garantir o fim da micose, lembra a podóloga, é preciso identificar junto ao dermatologista, o fungo específico que se reproduziu em determinada região.
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