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Stress, a doença do século

Todos nós já ouvimos falar do termo “stress” ou estresse. Pessoas de diferentes áreas da medicina ou fora dela, usam a palavra para falar de vários tipos de situações, físicas ou de ordem psicológica, ou até como piada entre amigos: “estou estressado por causa de fulano ou por causa da situação x ou y, ou por causa do meu time de futebol que perdeu ontem...”. O estresse na verdade é uma situação definida, que envolve não só uma atitude psicológica perante algum evento, como uma série de modificações físicas, em fases que o médico habilitado é capaz de perceber e intervir. Colocamos como doença do século por que é verdade que a vida que chamamos de “moderna” tem, além de vantagens inegáveis, pressões de diferentes tipos com o qual temos de lidar, mesmo que não queiramos; nos são impostas condições difíceis de trabalho, cada vez menos áreas verdes, qualidade precária de alimentação, poluição sonora, do ar, visual etc. O estresse é fator importante na origem das doenças degenerativas, doenças cardíacas e outras. Vamos pensar um pouco mais sobre o estresse.

O que é estresse?
Estresse ou stress é toda resposta de alarme que ocorre diante de um ataque ao nosso organismo. Significa, portanto, que nem toda resposta de estresse é negativa; esperamos que nosso corpo reaja de alguma forma àquilo que o incomoda.
Depende do tipo de agente desencadeante da resposta.

O estresse é uma coisa só?
Não. Os pesquisadores dividem nossa capacidade de reação e o que acontece em nosso corpo em quatro fases:
Fase I: o individuo é exposto ao fator estressante.
Fase II: o corpo inicia suas reações por meio da liberação de substâncias de natureza neuro hormonal. Nossa capacidade de reação depende de fatores como idade, sexo, saúde prévia, incluindo doenças crônicas. Nessa fase podemos ter sintomas como apatia, angústia, sintomas depressivos ou de ansiedade.
Fase III: chamada de fase de acordo, em que ocorre um equilíbrio entre os mecanismos fisiológicos de defesa e o fator de pressão constante. Os sintomas podem até diminuir, mas ao custo de uma sobrecarga constante do corpo para manter suas funções normais.
Fase IV: é a fase em que ocorre a ruptura do equilíbrio. Também chamada de fase de exaustão. O corpo esgotou-se;
apresenta-se por meio de sintomas como alteração da concentração e da memória, sintomas depressivos mais intensos,
adinamia, sintomas de pânico, anorexia com perda de peso ou aumento, porém à custa de alimentação irregular, apatia, palpitações, tremores, extremidades frias, cefaléia (dor de cabeça), sintomas gástricos, irritabilidade, modificações da pressão arterial, dentre outros. Esses sintomas caracterizam a Síndrome de fadiga crônica.

Estresse causa depressão, ou depressão causa estresse?
Quando somos submetidos a pressões de forma constante, reagimos de acordo até um limite; assim, quando esse limite é ultrapassado, sinais de alarme aparecem, e dentre eles, alguns sintomas que podem ser confundidos com depressão, como o cansaço constante, o sono de má qualidade, a irritabilidade, a apatia, e, portanto, a falta de vontade para tarefas quotidianas ou eventos sociais. Portanto, o estresse não causa a doença depressão, mas esgota nosso corpo, fazendo com que precisemos de ajuda. A depressão pode causar estresse por que os mecanismos cerebrais que se modificam na depressão também influem em outras áreas do corpo e, portanto, podem nos sobrecarregar até surgir a fadiga.

O que fazer?
Cada ser humano tem características únicas que o tornam especial. Tem uma história de vida particular, desejos próprios, hábitos de vida diferentes e, portanto necessidades particulares. Assim, o primeiro passo é determinar o que exatamente está acontecendo com aquela pessoa. Isso é possível, pois todas as fases do estresse são mensuráveis através de exames; ocorrem alterações, só para se ter uma idéia, de hormônios tireoideanos, hormônios sexuais, cortisol (substância que nos ajuda a ter energia e suportar pressões), insulina, glicose, dentre outras tantas. Então, uma avaliação laboratorial é muito importante para se ter idéia do grau de fadiga.

O passo seguinte é diagnosticar doenças que possam interferir no estado da pessoa, e assim, ao serem adequadamente tratadas, façam com que melhoremos rapidamente. Depois disso, passamos para um tratamento personalizado, com sugestões específicas de acordo com a sua necessidade. Desde medidas nutricionais, de mudança de hábitos de vida, ou de suplementações específicas para reequilibrar o organismo, e mantê-lo assim. Tratar adequadamente significa tratar de forma integrada todos os aspectos da pessoa, físicos e psíquicos. Portanto, melhorar toda a sua vida, lhe dando mais chances de competir, conseguir o que se quer,
com qualidade e equilíbrio.

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