O que é um traumatologista esportivo? Ele só trata de atletas? No que ele difere do ortopedista? Essas dúvidas, nos dias de hoje, permeiam a cabeça do paciente,
mas por quê?
Isso ocorre pela dinâmica adotada no tratamento de pacientes e sua abordagem, isto é, enquanto a ortopedia tradicional vem ainda tratando pela imobilização, a traumatologia esportiva via de regra trata pelo movimento e isso possibilita um retorno mais rápido e com melhor qualidade às atividades esportivas e laborais.
A diferença é a lógica de tratar a consequência (o quadro doloroso), porém com a preocupação principal na causa (o desequilíbrio muscular que causou esse quadro de dor), principalmente quando falamos de lesões que acometem músculos, tendões e articulações sem rompimento dessas estruturas.
Quando ocorre o rompimento, a traumatologia esportiva visa à reabilitação precoce, muitas vezes auxiliada por técnicas cirúrgicas minimamente invasivas e a reabilitação dinâmica orientada principalmente pela sensibilidade e capacidade funcional do individuo (devemos partir do pressuposto que o paciente percebe suas limitações).
Em termos de fisioterapia é inadmissível o conceito de que aparelhos como ultrassom, TENS, ondas curtas, entre outros, sejam mais importantes que a reabilitação do equilíbrio muscular com exercícios. Os aparelhos são coadjuvantes na analgesia e estimulação muscular para que o paciente obtenha mais rápido o resultado em sua terapia.
Portanto seguramente a ideia do tratamento esportivo deve ser levada a toda a população ativa, seja no tratamento de lesões do esporte como nas lesões laborais, como “tendinites” (LER) e na recuperação de idosos com dificuldades de locomoção.
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